17 de jan. de 2016

A POEM ABOUT THE IMPORTANCE OF BEING ALONE AND FINE WITH IT SOMETIMES

It’s okay to sit alone at a cafe,
write on a napkin about your day
drink tea and fall in love with the way you fall in love
with them
sip on the strangers passing by,
be kind,
please be kind
live life with open eyes and arms,
twirl in the middle of a grocery store,
buy a tub of ice cream, sometimes,
but only sometimes and
crack their faces like an egg
and bake the most delicious of cakes
let them smile with you
and say,
life doesn’t  have to be lived inside of the grays.
feel your humanity connecting through a simple smile
or an how are you
and please don’t ask
how are you
unless it flows from a river of authenticity
and realistically you will have moments
where your brain wants to escape your body
and your body will feel like a prison,
breaking bruises over your skull
but
please open your mouth and stick out your tongue
and taste life like snowflakes in a January storm
and know that it’s okay to taste something sour sometimes-
but you have to continue to try.
live inside of a bathtub for a night,
go to sleep alone
and put your hand over your chest
to feel your heart beating
and breathing is something we take for granted-
please don’t each each other for granted.
It’s okay to wear lipstick
or to not.
Fall in love with boys, or fall in love with girls,
but please fall in love with the love inside of yourself.
It’s okay to feel,
and leave yourself raw and real
living for the moments lips spread wide like summer sunset sky,
let rivers of shivers ripple through your spine,
it’s okay to cry, too-
even the clouds do it.
But it’s not okay to sit at home all day,
wishing and waiting constantly for someone to save you.
Taking razor blades to your mind,
begging for someone to crave you.
It’s not okay to never be alone sometimes,
to hide tears and never wipe your own eyes.
Those things, are not okay.
—
Submitted to ArtParasites by Abbie Young
"Though nothing can drive them away,
You can beat them, forever and ever
And you can be a hero, just for one day."

The moment is passing you by.

30 de jun. de 2015

Ao postar-te, Lâmina Fria, em meu rígido peito, indago-me que dúbias questões passam por ti. "Se amou e foi amado, se foi amamentado e acalentado por uma mãe que, vagarosamente pelo mundo sombrio, passava por ondas do tempo àquela criatura cuidar. Se sonhou, viveu, sorriu e certamente sofreu, a achar uma força relutante à continuação da existência e que, ao final de todos os horrores, abandonara sentido da vida e abraçara, mais cedo do que jamais deveria, destino ineroxável que vem para a todos: A escuridão inabitável da não-existência".
Rogo-te, ó Lâmina Fria, que certamente acabes com o pesar deste que no meu peito se esconde. Que, através de teu metal sólido e gélido, venha a atender o desejo de que por meio deste feito, há de acabar por todos os desejos enfim.
"E que razão há", sinto tal Lâmina a indagar, "para tal decepção penosa, que ao mundo venha a dar seu fim, mundo este que em peito agora toco, mundo aquele dos pesares dos peitos que, por meio deste feito, hão de penar pela eternidade? "
Acaso não sabes tu, ó Lâmina Régia e Fria, que existência nada mais é que o desespero da espera, esta pela não-existência, enquanto sente, em teu ser, e enquanto sente, neste que agora mesmo tu tocas, a não-existência sendo gerada dentro de teu ser, consumindo-te, até que nada há? Pois chegará o dia, minha cara Lâmina Fria, onde mesmo o brilho do céu terá se esvanecido, e a última palavra então terá sido proferida muito antes desta. Que esperança há, pois? Diga-me, e salva este que em meu peito guardo desde que do ventre da minha mãe eu saiste, e que agora há de me dar um destino final.
"Se assim deseja aquele cujo toco, que assim seja feito", cochichou a Lâmina Fria.
E enquanto rasgava a carne, a Lâmina se regozijava, sabendo que em meu ser estava completando boa obra, e quando atingiste o íntimo de meu ser, ambos gritamos, ora em regozijo, ora em pesar, enquanto a Fria Lâmina bebia de minha rubra fonte.
Subitamente, então, o Universo deixara de existir. Estava eu livre afinal.

25 de jun. de 2014

Um Sonho de Inverno

   Eu tive um sonho estranho hoje.

   Eu estava voando pelo Espaço, como um super-herói, e numa velocidade inimaginável. Eu poderia ir aonde eu quisesse, e eu vi tudo.
   A formação dos planetas, o nascimento das estrelas em seus berçários nebulosas, suas mortes em supernovas, cometas voando, asteroides pairando, estrelas queimando e eclodindo. Eu vi toda a magnificência do Universo.

   E, de repente, estou de volta à terra. Depois de presenciar todo o poder do próprio Caos, volto à calma e serenidade do meu lar, deste planeta azul. Estou no anoitecer, na beira de um lado, e à minha volta vejo incontáveis pequenas pedras cinzas. E, à minha frente, uma pequena e pálida flor de lírio, completamente sozinha. Uma coisa viva nascendo de uma coisa morta. Pego esta flor, aproximo-a do meu rosto e a cheiro, e, olhando para o céu, vejo os infinitos mundos brilhantes e flamejantes que acabara de contemplar. Daqui, do meu lar, tais mundos pareciam ainda mais majestosos.
   Logo, uma mulher se aproxima e me abraça, e de alguma forma, sei que aquela é a minha mulher. Eu a beijo. Então devolvo aquele lírio ao lugar que pertence, para que encontre seu lar naquele infindável mundo cinzento no qual nascera. E, pegando a mão de minha mulher, caminho com ela até uma casa de madeira, a minha casa.
   Dentro desta casa encontro um garoto, o meu filho. Eu o pego nos braços e o abraço. Nós jantamos, rimos, conversamos. Após, eu e meu filho brincamos, e quando ele está cansado, eu leio a ele um magnífico livro da minha infância. Quando chega a hora, o coloco para dormir, e então me vejo novamente, através da janela, encarando todos aqueles olhos brilhantes olhando para mim, e me pergunto quantas criaturas estão a encarar-me de volta.
   Ao voltar para a sala, encontro com minha mulher. Eu a volto em meus braços, e com todas as forças que possuo, toco em seus lábios, desejando dali nunca mais me encontrar.

   De repente, os anos se passam. Agora, estou no último suspiro da minha vida. Deitada ao meu lado, numa cama, está a mesma mulher que, há segundos atrás, eu beijara tão jovem. Agora sua beleza deixou-a, e não encontro mais aquela serenidade em seus olhos. Agora sua pele não é agradável de se tocar. E, ainda assim, eu a toco, pois aquela foi a mulher a qual eu amara, e ainda amo.
   E, ao meu lado, está meu filho, e embora todas as aparências digam o contrário, ao meu olhar ele ainda aparentar ser o garoto de outrora. Ele se despede de mim e eu me despeço dele. Agora, tudo que resta é a mulher que está ao meu lado. Não há despedidas. Não há palavras. Apenas o olhar que nos trespassara, e o amor que nos envolve.

   Logo já não estou nesse mundo. Este mundo, este Universo, todo seu esplendor, a mim agora parece um leve sonho, como se toda minha vida fosse um instante, um suspiro. Agora estou repleto de algo muito maior, a qual em minha vida mortal eu pudesse sequer compreender. Todas as minhas ansiedades e desejos agora se parecem pequenos. Eu sou a paz. Eu sou o amor. Eu sou a luz. Faz parte de mim.

   E então eu acordei.

21 de abr. de 2014

Boot Camp - Soundgarden

I must obey the rules 
I must be tamed and cool 
No starring at the clouds 
I must stay on the ground 
In clusters of the mice 
The smoke is in our eyes 
Like babies on display 
Like angels in a cage 
I must be pure and true 
I must contain my views 
There must be something else 
There must be something good, far away...

Far away from here...
Far away from here, and I'll be in for good

For good...

28 de mar. de 2014

Feminismo

   Eu nunca entendi por que as mulheres que se dizem "feministas" se ofendem quando recebem um elogio sincero e bondoso, como um "você é muito bonita", entre outros. Até hoje.

   Eu poderia facilmente fazer um desses comentários para uma mulher, pois como qualquer homem, gosto de fazer as pessoas sorrirem, ainda mais uma pessoa do sexo feminino. Mas, me pergunto uma coisa: Eu iria fazer um comentário desses para um homem?

   É claro, não teria razão para eu fazer um comentário desses para um homem, afinal, essa não é minha preferência sexual. Mas além disso, além do ato de perguntar; eu daria respeito a um homem apenas por que ele aparenta bem? É claro que não. Para um homem ganhar respeito, ele deve fazer isso através de ações, de conquistas. 

   Então por que eu dou respeito a uma mulher pelo modo como ela aparenta?

   Foi então que percebi que toda a base da nossa sociedade é construída de modo que um homem é creditado pelo que ele faz, e uma mulher por como aparenta.

   Todas essas mulheres "feministas" sofreram a vida toda, julgadas por completo, apenas pelo modo de como se vestiam, andavam, falavam, e até como faziam seus gestos. Quando você diz que uma mulher é bonita, você está claramente dizendo que olhou apenas para a aparência dela. E provavelmente, é tudo o que você vai olhar.

   Então, leitor do sexo masculino, da próxima vez que ver uma bela mulher em algum lugar, veja além das aparências, veja personalidade, e mostre que ela merece respeito por isso.

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