21 de mar. de 2016
Life is for poetry
Poetry of the morning day with the sunlight.
Poetry of a friendly voice reaching your ears.
Poetry of leaves blowing in the wind.
And of the wind blowing in your face.
Poetry of the love that remains on you.
And the love of who is with you.
Poetry that makes us strong, everyday.
Life is for poetry.
Poetry of a song sang in the night.
Of a book read over and over again.
Of a thousand lines of words
That reach your soul like a rip on the ocean,
Only to make you feel that
You are still alive.
Life is for poetry.
Poetry of the Universe we are in,
And the wonderful things that are in here.
From the thousand burning suns in the sky
Until you, and until me.
So don't forget the poetry in your life.
Don't forget to write verses in a napkin,
Or writing numbers on a notebook.
So don't forget to sing, and please,
Please don't forget making new chords.
New chords to bring new loves.
Life is for poetry.
So don't forget the biggest poetry,
That remains behind your eyes.
6 de mar. de 2016
Se Machuque Mais
17 de jan. de 2016
A POEM ABOUT THE IMPORTANCE OF BEING ALONE AND FINE WITH IT SOMETIMES
30 de jun. de 2015
Ao postar-te, Lâmina Fria, em meu rígido peito, indago-me que dúbias questões passam por ti. "Se amou e foi amado, se foi amamentado e acalentado por uma mãe que, vagarosamente pelo mundo sombrio, passava por ondas do tempo àquela criatura cuidar. Se sonhou, viveu, sorriu e certamente sofreu, a achar uma força relutante à continuação da existência e que, ao final de todos os horrores, abandonara sentido da vida e abraçara, mais cedo do que jamais deveria, destino ineroxável que vem para a todos: A escuridão inabitável da não-existência".
Rogo-te, ó Lâmina Fria, que certamente acabes com o pesar deste que no meu peito se esconde. Que, através de teu metal sólido e gélido, venha a atender o desejo de que por meio deste feito, há de acabar por todos os desejos enfim.
"E que razão há", sinto tal Lâmina a indagar, "para tal decepção penosa, que ao mundo venha a dar seu fim, mundo este que em peito agora toco, mundo aquele dos pesares dos peitos que, por meio deste feito, hão de penar pela eternidade? "
Acaso não sabes tu, ó Lâmina Régia e Fria, que existência nada mais é que o desespero da espera, esta pela não-existência, enquanto sente, em teu ser, e enquanto sente, neste que agora mesmo tu tocas, a não-existência sendo gerada dentro de teu ser, consumindo-te, até que nada há? Pois chegará o dia, minha cara Lâmina Fria, onde mesmo o brilho do céu terá se esvanecido, e a última palavra então terá sido proferida muito antes desta. Que esperança há, pois? Diga-me, e salva este que em meu peito guardo desde que do ventre da minha mãe eu saiste, e que agora há de me dar um destino final.
"Se assim deseja aquele cujo toco, que assim seja feito", cochichou a Lâmina Fria.
E enquanto rasgava a carne, a Lâmina se regozijava, sabendo que em meu ser estava completando boa obra, e quando atingiste o íntimo de meu ser, ambos gritamos, ora em regozijo, ora em pesar, enquanto a Fria Lâmina bebia de minha rubra fonte.
Subitamente, então, o Universo deixara de existir. Estava eu livre afinal.