10 de abr. de 2018

Oh me! Oh life! of the questions of these recurring,
Of the endless trains of the faithless, of cities fill’d with the foolish,
Of myself forever reproaching myself, (for who more foolish than I, and who more faithless?)
Of eyes that vainly crave the light, of the objects mean, of the struggle ever renew’d,
Of the poor results of all, of the plodding and sordid crowds I see around me,
Of the empty and useless years of the rest, with the rest me intertwined,
The question, O me! so sad, recurring—What good amid these, O me, O life?

                                       Answer.
That you are here—that life exists and identity,
That the powerful play goes on, and you may contribute a verse.

12 de set. de 2016

Era uma noite de um sábado de agosto. Eu estava na igreja que frequentava, como sempre, e com um relance no olho, vi ela pela primeira vez. Regata branca. Saia rosa e longa. Os cabelos, grandes na época, escorriam pelos ombros maravilhosamente. E a primeira vez que vi ela, senti um milhão de coisas ao mesmo tempo. Alegria, paixão, amor, prazer, e até um pouco de dor e desespero, mas principalmente, alegria e amor. Senti tudo isso em um segundo, e naquele instante pensei comigo mesmo: "É ela. Um dia eu vou casar com essa garota".
Mas fui covarde, e não chamei ela pra conversar. A semana passou, e tudo que eu pedia pra Deus é que ela voltasse ali no próximo final de semana. E ela voltou. Meu coração disparava de alegria toda vez que eu via ela. De alguma forma, eu sempre sabia quando ela estava ali, só de me aproximar da porta do lugar. Mesmo sem ver ela, eu sentia se ela estava ali ou não.
Mas logo descobri que ela não poderia sentir nada por mim. Eu fiquei triste, mas aceitei a situação. Mesmo esperando a semana toda só pra ver ela, de alguma forma isso valia a pena.
Nunca vou esquecer a primeira vez que falou comigo. Era uma tarde ensolarada de outubro, estávamos num salão de jogos de um sítio, num passeio da mesma igreja. Eu estava sentado num sofá, um caderno de anotações e uma caneta na mão. Ela, perto de mim, jogando bilhar. Os raios de sol entravam pela janela e refletiam o cabelo dourado dela. Os olhos verdes pareciam feitos de rios de cristais, e a pele branca como a Lua. Eu escrevia um poema sobre como ela era linda. De repente, pra minha surpresa, ela chega perto de mim e fala um inocente "Oi!". Eu, sem jeito, escondo o caderno e respondo, "Oi". Ela perguntou sobre mim, há quanto tempo estava na igreja. Conversamos cinco minutos, mas aqueles cinco minutos foram eternos pra mim.
Comecei a tocar violino, e pra minha surpresa ela também tocava. Acabamos entrando ao mesmo tempo na orquestra da igreja. Nos víamos todo final de semana e tocávamos juntos. Com o tempo, começamos a conversar mais e mais, e nos tornamos cada vez mais amigos.
Passaram quase 7 meses de amizade. Cada vez nos falávamos mais, e quando menos percebemos, nos falávamos todo dia, toda hora. Contávamos o que estávamos fazendo, e os lugares que íamos. Contávamos quando algo nos deixava feliz, ou tristes. Acabamos nos tornando melhores amigos.
Dezenove de julho de 2014. Estava dizendo boa noite, já na cama pronto para dormir. Foi aí que ela me disse. Disse que gostava de mim, que pensava em mim sempre, e que queria estar comigo. Eu, bobo de alegria, contei como sempre estivera apaixonado por ela. Foi uma das melhores noites da minha vida.
Começamos a nos encontrar. Nos víamos depois da escola, ou antes da igreja. Conversávamos sobre tudo. Duas semanas depois, quando levei ela pra casa depois de um passeio, naquela esquina torta e depois de uma risada, beijei ela pela primeira vez.
E de lá pra cá, passamos por muita coisa. Tivemos momentos bons, alegres, prazerosos, e outros difíceis e terríveis. Houve muita alegria, e muita dor. Eu digo que as coisas boas não compensam as ruins, e nem o contrário. Cada uma tem sua parte, e devemos viver cada uma de cada vez. Depois de tudo que vivi com ela, posso dizer que valeu a pena. Nunca me arrependi de ter respondido suavemente aquele "Oi" de um raio de sol de outubro. Já faz quase três anos, e nesse tempo nós crescemos juntos, aprendemos juntos. Caímos e nos levantamos juntos. Hoje, ela é minha melhor amiga, minha namorada, minha companheira, meu consolo, meu abraço, meu amor. E daqui, para onde ela está agora e para onde vai estar, eu a envio amor.

21 de mar. de 2016

Life is for poetry

Life is for poetry.
Poetry of the morning day with the sunlight.
Poetry of a friendly voice reaching your ears.
Poetry of leaves blowing in the wind.
And of the wind blowing in your face.
Poetry of the love that remains on you.
And the love of who is with you.
Poetry that makes us strong, everyday.

Life is for poetry.
Poetry of a song sang in the night.
Of a book read over and over again.
Of a thousand lines of words
That reach your soul like a rip on the ocean,
Only to make you feel that
You are still alive.

Life is for poetry.
Poetry of the Universe we are in,
And the wonderful things that are in here.
From the thousand burning suns in the sky
Until you, and until me. 

So don't forget the poetry in your life.
Don't forget to write verses in a napkin,
Or writing numbers on a notebook.
So don't forget to sing, and please,
Please don't forget making new chords.
New chords to bring new loves.

Life is for poetry.
So don't forget the biggest poetry,
That remains behind your eyes.

6 de mar. de 2016

Se Machuque Mais

Se machuque mais. 

Deixe que toda dor faça sua parte. 

Olhe bem para suas cicatrizes, e tente se lembrar como foi ganhar cada uma delas. De como elas surgiram. Do que as colocou em você. Por qual motivo se tornaram apenas marcas, apenas cicatrizes, deixando assim de ser chagas abertas. 

E os cortes que ainda sangram, que não sararam completamente, que não se fecharam totalmente, os limpe, os lave. Pois sentir essa dor da troca do curativo é necessário.

Se machuque mais. Sem medo, sem pensar que vai morrer só por causa de mais um tombo. Mais um ralado no joelho, ou no coração. Sempre coloque o dedo. Aperte o lugar que machucou para ver se ainda dói. Pra ver se ainda sangra. Se a dor vier e o sangue escorrer, coloque mais uma bandagem, um esparadapro a mais, e aguarde. Pois uma hora vai ser só mais uma marca, uma cicatriz a mais. Só mais um risco nessa armadura de tantas batalhas.  Não importa quantas você venceu ou perdeu, mas sim o fato de ainda estar em pé para enfrentar outras pelejas. 

Deixe que venham então mais machucados, mais marcas. Mais dores, que se transformarão em novas cores. Mais cortes, para virar sorte. Mais dor, para trazer, talvez, amor. Por você tanto quanto pelos outros. 

Se machuque mais. Não fuja do tombo da bicicleta, porque sentir o vento enquanto pedalava foi muito bom. Não fuja da queda de cima da árvore, porque comer o fruto que estava ali em cima foi muito gostoso. Não fuja nem do dedo cortado com aquela faca afiada, porque foi cortando o mal pela raiz que você sofreu esse pequeno acidente. 

Então se machuque mais, e transforme dor em caminho, em combustível. Transforme dor em luz e conhecimento. Se machuque, não negue. Porque vai acontecer cedo ou tarde. Acontece sempre, o tempo todo, e você sabe disso. Então torne em alegria a dor que veio para te lembrar que você ainda está vivo, e talvez tenha muito mais a fazer do que sequer imagina. 

Aproveite a sua dor.

Se machuque mais.

Não é tão ruim assim.

-Por Erik Fillies

17 de jan. de 2016

A POEM ABOUT THE IMPORTANCE OF BEING ALONE AND FINE WITH IT SOMETIMES

It’s okay to sit alone at a cafe,
write on a napkin about your day
drink tea and fall in love with the way you fall in love
with them
sip on the strangers passing by,
be kind,
please be kind
live life with open eyes and arms,
twirl in the middle of a grocery store,
buy a tub of ice cream, sometimes,
but only sometimes and
crack their faces like an egg
and bake the most delicious of cakes
let them smile with you
and say,
life doesn’t  have to be lived inside of the grays.
feel your humanity connecting through a simple smile
or an how are you
and please don’t ask
how are you
unless it flows from a river of authenticity
and realistically you will have moments
where your brain wants to escape your body
and your body will feel like a prison,
breaking bruises over your skull
but
please open your mouth and stick out your tongue
and taste life like snowflakes in a January storm
and know that it’s okay to taste something sour sometimes-
but you have to continue to try.
live inside of a bathtub for a night,
go to sleep alone
and put your hand over your chest
to feel your heart beating
and breathing is something we take for granted-
please don’t each each other for granted.
It’s okay to wear lipstick
or to not.
Fall in love with boys, or fall in love with girls,
but please fall in love with the love inside of yourself.
It’s okay to feel,
and leave yourself raw and real
living for the moments lips spread wide like summer sunset sky,
let rivers of shivers ripple through your spine,
it’s okay to cry, too-
even the clouds do it.
But it’s not okay to sit at home all day,
wishing and waiting constantly for someone to save you.
Taking razor blades to your mind,
begging for someone to crave you.
It’s not okay to never be alone sometimes,
to hide tears and never wipe your own eyes.
Those things, are not okay.
Submitted to ArtParasites by Abbie Young
"Though nothing can drive them away,
You can beat them, forever and ever
And you can be a hero, just for one day."

The moment is passing you by.

30 de jun. de 2015

Ao postar-te, Lâmina Fria, em meu rígido peito, indago-me que dúbias questões passam por ti. "Se amou e foi amado, se foi amamentado e acalentado por uma mãe que, vagarosamente pelo mundo sombrio, passava por ondas do tempo àquela criatura cuidar. Se sonhou, viveu, sorriu e certamente sofreu, a achar uma força relutante à continuação da existência e que, ao final de todos os horrores, abandonara sentido da vida e abraçara, mais cedo do que jamais deveria, destino ineroxável que vem para a todos: A escuridão inabitável da não-existência".
Rogo-te, ó Lâmina Fria, que certamente acabes com o pesar deste que no meu peito se esconde. Que, através de teu metal sólido e gélido, venha a atender o desejo de que por meio deste feito, há de acabar por todos os desejos enfim.
"E que razão há", sinto tal Lâmina a indagar, "para tal decepção penosa, que ao mundo venha a dar seu fim, mundo este que em peito agora toco, mundo aquele dos pesares dos peitos que, por meio deste feito, hão de penar pela eternidade? "
Acaso não sabes tu, ó Lâmina Régia e Fria, que existência nada mais é que o desespero da espera, esta pela não-existência, enquanto sente, em teu ser, e enquanto sente, neste que agora mesmo tu tocas, a não-existência sendo gerada dentro de teu ser, consumindo-te, até que nada há? Pois chegará o dia, minha cara Lâmina Fria, onde mesmo o brilho do céu terá se esvanecido, e a última palavra então terá sido proferida muito antes desta. Que esperança há, pois? Diga-me, e salva este que em meu peito guardo desde que do ventre da minha mãe eu saiste, e que agora há de me dar um destino final.
"Se assim deseja aquele cujo toco, que assim seja feito", cochichou a Lâmina Fria.
E enquanto rasgava a carne, a Lâmina se regozijava, sabendo que em meu ser estava completando boa obra, e quando atingiste o íntimo de meu ser, ambos gritamos, ora em regozijo, ora em pesar, enquanto a Fria Lâmina bebia de minha rubra fonte.
Subitamente, então, o Universo deixara de existir. Estava eu livre afinal.

25 de jun. de 2014

Um Sonho de Inverno

   Eu tive um sonho estranho hoje.

   Eu estava voando pelo Espaço, como um super-herói, e numa velocidade inimaginável. Eu poderia ir aonde eu quisesse, e eu vi tudo.
   A formação dos planetas, o nascimento das estrelas em seus berçários nebulosas, suas mortes em supernovas, cometas voando, asteroides pairando, estrelas queimando e eclodindo. Eu vi toda a magnificência do Universo.

   E, de repente, estou de volta à terra. Depois de presenciar todo o poder do próprio Caos, volto à calma e serenidade do meu lar, deste planeta azul. Estou no anoitecer, na beira de um lado, e à minha volta vejo incontáveis pequenas pedras cinzas. E, à minha frente, uma pequena e pálida flor de lírio, completamente sozinha. Uma coisa viva nascendo de uma coisa morta. Pego esta flor, aproximo-a do meu rosto e a cheiro, e, olhando para o céu, vejo os infinitos mundos brilhantes e flamejantes que acabara de contemplar. Daqui, do meu lar, tais mundos pareciam ainda mais majestosos.
   Logo, uma mulher se aproxima e me abraça, e de alguma forma, sei que aquela é a minha mulher. Eu a beijo. Então devolvo aquele lírio ao lugar que pertence, para que encontre seu lar naquele infindável mundo cinzento no qual nascera. E, pegando a mão de minha mulher, caminho com ela até uma casa de madeira, a minha casa.
   Dentro desta casa encontro um garoto, o meu filho. Eu o pego nos braços e o abraço. Nós jantamos, rimos, conversamos. Após, eu e meu filho brincamos, e quando ele está cansado, eu leio a ele um magnífico livro da minha infância. Quando chega a hora, o coloco para dormir, e então me vejo novamente, através da janela, encarando todos aqueles olhos brilhantes olhando para mim, e me pergunto quantas criaturas estão a encarar-me de volta.
   Ao voltar para a sala, encontro com minha mulher. Eu a volto em meus braços, e com todas as forças que possuo, toco em seus lábios, desejando dali nunca mais me encontrar.

   De repente, os anos se passam. Agora, estou no último suspiro da minha vida. Deitada ao meu lado, numa cama, está a mesma mulher que, há segundos atrás, eu beijara tão jovem. Agora sua beleza deixou-a, e não encontro mais aquela serenidade em seus olhos. Agora sua pele não é agradável de se tocar. E, ainda assim, eu a toco, pois aquela foi a mulher a qual eu amara, e ainda amo.
   E, ao meu lado, está meu filho, e embora todas as aparências digam o contrário, ao meu olhar ele ainda aparentar ser o garoto de outrora. Ele se despede de mim e eu me despeço dele. Agora, tudo que resta é a mulher que está ao meu lado. Não há despedidas. Não há palavras. Apenas o olhar que nos trespassara, e o amor que nos envolve.

   Logo já não estou nesse mundo. Este mundo, este Universo, todo seu esplendor, a mim agora parece um leve sonho, como se toda minha vida fosse um instante, um suspiro. Agora estou repleto de algo muito maior, a qual em minha vida mortal eu pudesse sequer compreender. Todas as minhas ansiedades e desejos agora se parecem pequenos. Eu sou a paz. Eu sou o amor. Eu sou a luz. Faz parte de mim.

   E então eu acordei.

21 de abr. de 2014

Boot Camp - Soundgarden

I must obey the rules 
I must be tamed and cool 
No starring at the clouds 
I must stay on the ground 
In clusters of the mice 
The smoke is in our eyes 
Like babies on display 
Like angels in a cage 
I must be pure and true 
I must contain my views 
There must be something else 
There must be something good, far away...

Far away from here...
Far away from here, and I'll be in for good

For good...

28 de mar. de 2014

Feminismo

   Eu nunca entendi por que as mulheres que se dizem "feministas" se ofendem quando recebem um elogio sincero e bondoso, como um "você é muito bonita", entre outros. Até hoje.

   Eu poderia facilmente fazer um desses comentários para uma mulher, pois como qualquer homem, gosto de fazer as pessoas sorrirem, ainda mais uma pessoa do sexo feminino. Mas, me pergunto uma coisa: Eu iria fazer um comentário desses para um homem?

   É claro, não teria razão para eu fazer um comentário desses para um homem, afinal, essa não é minha preferência sexual. Mas além disso, além do ato de perguntar; eu daria respeito a um homem apenas por que ele aparenta bem? É claro que não. Para um homem ganhar respeito, ele deve fazer isso através de ações, de conquistas. 

   Então por que eu dou respeito a uma mulher pelo modo como ela aparenta?

   Foi então que percebi que toda a base da nossa sociedade é construída de modo que um homem é creditado pelo que ele faz, e uma mulher por como aparenta.

   Todas essas mulheres "feministas" sofreram a vida toda, julgadas por completo, apenas pelo modo de como se vestiam, andavam, falavam, e até como faziam seus gestos. Quando você diz que uma mulher é bonita, você está claramente dizendo que olhou apenas para a aparência dela. E provavelmente, é tudo o que você vai olhar.

   Então, leitor do sexo masculino, da próxima vez que ver uma bela mulher em algum lugar, veja além das aparências, veja personalidade, e mostre que ela merece respeito por isso.

22 de fev. de 2014

Amor

   O amor não é um sentimento. Não é algo que te avalassa, te destrói e reconstrói, em eterna mudança sob ti mesmo, sempre sentindo, sempre amando. Não, isto é paixão e nada mais.
   O amor é uma escada, uma escada infinita e interminável que se constrói, passo a passo, sempre acima, sempre mais alto. Nunca um sentimento, mas uma escolha diária de renunciar teu próprio desejo em favor do outro. O amor não se faz para ser feliz, mas para fazer feliz.

12 de fev. de 2014

The Kane


“In their castle beyond night
Gather the Gods in Darkness,
With darkness to pattern man's fate.

The colors of darkness are no monotonous hue -
For the blackness of Evil knows various shades,
Full many as Evil has names.

Vengeance and Madness, inseparable twins,
Born together and worshipped as one;
Nor can the Gods tell one from his brother.

In their castle beyond night
Gather the Gods in Darkness
And darkness weaves with many shades.”
― Karl Edward Wagner, Darkness Weaves

“Men told that Kane was a giant in stature, more powerful than ten strong men. In battle no man could stand before him, for he fought with a sword in either hand - wielding easily weapons that another warrior could scarcely lift. His hair was red as blood, and he feasted on the still-beating hearts of his enemies. His eyes were the eyes of Death himself, and they cast a blue flame that could shrivel the souls of his victims. His only delight was in rapine and slaughter, and after each victory his banquet halls echoed with the tortured screams of captive maidens.”

― Karl Edward Wagner, Darkness Weaves

Painting by Frank Frazetta

6 de jan. de 2014

A reason to us all

See the arrow for it quickness
See the sword for it nimbleness
See the shield for it hardness.
But not see the reason for this all

For who of us can say
The cause of the beating of the silver
And the march of men
And the blood that rest shed

For the green of our grass
For the gold of our walls
For the blue of our water
For the smile of our childrens

But what of this will last?
Of the bravery of men
Will they finally say?
Or curse our names
For the last day?

29 de nov. de 2013

The Brightest Light I've Ever Seen


   Was just so abrupt... I heard his voice and I walked foward. I didn't thought, I think I could say I had no idea what I was doing at this point, I just walk foward. Not because he asks, no, but because I wanted to. And I didn't want because it would be cute, I walked to say: I want to be in the party of the One has all glory. I want to be side be side with the most powerful and holy creature that we can conceive. I want to be with Him, always, and I want Him to be with me. That's why I walked foward that night.
And, suddenly, that became just so beautiful. I didn't tought, I almost didn't know why or what I was doing that. But, suddenly I didn't care anymore. Was so beautiful... I just became in this thing, this white, brightness thing. As all my mistakes on earth had never exist. As I had been something different, in another time, a time I didn't even could remember, but now I could see a little part of the light that I had in that time. And I forgot what I was, to became another thing. But in that moment, oh, in that moment I just came back to the origins, I just realized that there was a time that I was much, much more, much better, and not alone, noone could do this alone, but with Him. And I felt like this great point of light, brightness, security, hope, amid all this black hole of sin. And it was like I was a great cup of wine, and the wine of love overflows of me, and security and hope drips of my mouth like honey, because I returned to this great, pale light, full of holyness and security.

   I never felt like that, and probably I'll never feel like that again, not in this life.

   But I have faith, one day, I shall go to this great pale light again. I'll come back what I have been for so, so many ages, but that I had forgot. And will come a day, when all in that earth will be not able to satisfy me, that I will fall and decay and meet this light again, and in that day, I will not be able to look at this light. But then, then the light will look at me, and say: Come with me, my son.

   And we will become just one thing.
 
   A big point of pale, white light.

26 de nov. de 2013

O ser humano não presta

   O ser humano é uma merda...

   Eu preferiria mil vezes ter nascido um animal, do que nascido ser humano...

   O ser humano é a única espécie que mata seus semelhantes...

   Pare e olhe ao seu redor. Pra valer. Assista um dia inteiro de televisão. Saia à rua, veja as pessoas, converse com elas. Pergunte como elas estão, o que estão fazendo da vida, quais são seus problemas pessoais e emocionais, e por tudo que elas já passaram na vida. Vá a um presídio mais próximo, e escute um pouco das histórias que as pessoas dali tem para contar. Vá a um hospital, e veja todas as pessoas decaindo e desistindo de viver. Seja atento.

   E, depois de ver tudo isso, depois de experimentar um pouco do que o mundo pode oferecer para aqueles que o amam, pergunte-se a si mesmo: Há bondade no ser humano? Vale a pena viver como um homem?

   Você certamente viu coisas terríveis, ouviu coisas terríveis. Coisas que você nunca pensou que pudessem existir, sofrimento tão grande e sufocante que lhe parece que ninguém nunca poderia suportar. O mundo lhe parecia apenas injusto, mas agora você sabe que justiça não existe. Você viu todo o sofrimento que as pessoas podem sentir, e superficialmente, apenas por um leve e breve momento, você sentiu um pouco da dor que elas sentiam. E você sentiu pena.

   Ainda vale a pena viver num mundo destes?

   E você chega a uma conclusão: Não.

   Pois, agora digo, mais pena tenho de você, do que aqueles que sofrem. Pois você viu tudo, todo o sofrimento que o homem pode causar, toda a dor que o ser humano espalhou pela Terra em milhares e milhares de anos, você viu e ouviu tudo o que pode acontecer de ruim a alguém. E, o fato mais importante: Aquele fato pequeno no canto do olho, que todos ignoram, pois há algo maior a olhar. Aquele fato que poucos enxergam. O fato de que, as pessoas ainda estão lá.

   Você ficou perplexo com o que viu, não pôde acreditar. Você sequer sentiu, você viu, ouviu, e decidiu que o mundo não é um lugar belo de se viver. Mas não atentou ao fato de que, aqueles que o sentem, sentem a dor, o sofrimento, o desespero. Estas, as de menos esperança, que menos tem a perder; estas ainda estão lá, sofrendo, mas sobrevivendo.

   "O mundo não é belo", você pensa. Mas, que beleza é essa, pergunto, que pode fazer os mais enfermos, mais marcados, mais culpados, mais sofridos, levantarem e dizerem: "Se é por este mundo que luto, então lutarei até o fim!".

    Você viu tanta coisa, e deixou um pequeno detalhe passar: A humanidade resiste. Além de tudo que há, tudo que houve e haverá, a humanidade resiste, sempre em frente, sempre lutando para ver este mundo belo e rejuvenescedor se levantar novamente, em uma nova alvorada de triunfo. É nisto que as pessoas acreditam, e é por isso que elas lutam.

    Você viu o pior e o melhor do ser humano. Você viu como o ser humano pode ser cruel e devastador. Mas você também viu que, apesar de tudo isso, o ser humano resiste, forte, e duro, contra tudo que vier. Você viu o ódio, mas também viu o amor. É nisso que acreditamos, o amor.

   Acredite você também.



O que é Ser Humano?

21 de nov. de 2013

Gesto de Contemplar


Como a luz do Sol batente
Nas águas de rios tão lisos
É a luz em teu cabelo latente
Em teus cachos tão imprecisos

Acima de mim, a luz do luar
Brilhante sob a escuridão
Do meu ser. Da tentação
Irresistível de amar

Transbordando de esperança
Rio tão verde, revela janelas
E me dão bem-aventurança
Que em minh'alma atrelas

Mas nada se compara, não
A sorriso tão devastador
Pois tão cheio de fulgor
Que me enche de emoção

Então abram-se os portais
Que teus lábios desencerram
E as memórias especiais
Que tuas alegrias desenterram

Pois que será de meu ser
Após enxergar tal luz
Que não poderei deter
O que tal memória conduz?

Dos males, o pior
Do gozo, o melhor

Vem de fora de minh'alma
E atinge o inatingível
Minhas águas ela acalma
E realiza o impossível
Lindo e sutil trançado, que ficaste
em penhor do remédio que mereço,
se só contigo, vendo-te, endoideço,
que foras cos cabelos que apertaste?

Aquelas tranças de ouro que ligaste,
que os raios do Sol têm em pouco preço,
não sei se para engano do que peço
se para me atar os desataste

Lindo trançado, em minhas mãos te vejo,
e por satisfação de minhas dores
como quem não tem outra, hei de tomar-te

E se não for contente meu desejo,
dir-lhe hei que, nesta regra dos amores,
pelo todo também se toma a parte.
-Luís Vaz de Camões
Quem vê, Senhora, claro e manifesto 
o lindo ser de vossos olhos belos, 
se não perder a vista só em vê-los, 
já não paga o que deve a vosso gesto. 

Este me parecia preço honesto; 
mas eu, por de vantagem merecê-los, 
dei mais a vida e alma por querê-los, 
donde já me não fica mais de resto. 

Assim que a vida e alma e esperança 
e tudo quanto tenho, tudo é vosso, 
e o proveito disso eu só o levo. 

Porque é tamanha bem-aventurança 
o dar-vos quanto tenho e quanto posso 
que, quanto mais vos pago, mais vos devo.
-Luís Vaz de Camões

19 de nov. de 2013

Ó Bela, minha Rainha

A primeira vez que lhe vi, ó bela
Sabia que já havia a encontrado
O segredo que o olhar revela
Segredo de já tê-la amado

Como um sonho de infância
Não deste, mas outro tempo
Senti ao deliciar tal fragrância
Pois não houve sequer lamento

De súbito o sentimento a voltar
O quanto a amava, ó minha
Volta-me a sensação do olhar
Volta a mim, ó rainha

E quando os olhos serro,
Belo rosto a contemplar
Então a saudade encerro
Pois tenho algo a admirar

Alegria vindoura
Sentimento tão belo
Sensação duradoura
Criação de um elo

Desconheço o que me esperas
Pois diferença não haverá
Da saudade terei deveras
Pois meu amor continuará

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